Oposição venezuelana volta às ruas após protestos que terminaram com mortes

Oposição da Venezuela está reunida nesta quinta-feira (20) em vários pontos da capital Caracas para tentar novamente marchar até a Defensoria do Povo, no centro da cidade, depois da jornada de protestos de quarta-feira (19), que terminou com três mortes, várias pessoas feridas e mais de 500 detidos.

“Novamente, o grito dos venezuelanos será sentido ao longo de todo o país, exigindo democracia”, escreveu a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) no Twitter, onde também foi compartilhada uma imagem com os 26 pontos de onde sairão os manifestantes pelo segundo dia em Caracas.

Além disso, a plataforma opositora convocou os cidadãos a se concentrarem nos 23 estados do país para continuar com os protestos contra o que consideram um “golpe de Estado” e “uma ruptura da ordem constitucional”.

O governador de Miranda e ex-candidato presidencial Henrique Capriles anunciou no Twitter que as mobilizações desta quinta-feira pedem “eleições livres, respeito ao parlamento, bem como a abertura de um canal humanitário para a entrada de alimentos e medicamentos que estão escassos no país”.

Além disso, o opositor indicou que os protestos buscam a libertação dos políticos presos e que não ocorram mais inabilitações a dirigentes, como a que foi aplicada a ele mesmo por 15 anos para exercer cargos públicos, ditada pela Controladoria da Venezuela.

Capriles pediu na quarta-feira a empresas e instituições que “colaborassem” para que os cidadãos “possam se ausentar de sua atividade trabalhista e acadêmica” para participar dos protestos e “defender a Constituição”.

*G1

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