Batayporaenses entram no debate sobre a rodovia Mato Grosso do Sul-Paraná

Comitiva de Batayporã deslocou até Paranavaí em busca de resposta (Foto: PMB)

O projeto de duplicação da BR-376, que liga o Mato Grosso do Sul e Paraná pelo Porto São José, no município de São Pedro do Paraná, provocou reação de autoridades políticas e empresariais de Batayporã (MS), que são contrárias à proposta.

O assunto ganhou maior repercussão depois que o governador Reinaldo Azambuja sinalizou apoio às autoridades e lideranças da sociedade civil organizada do Paraná para buscar no Governo Federal a aprovação do projeto.

O fato é que se o projeto for concretizado, Batayporã sofrerá grandes impactos sociais e econômicos, podendo perder mais de 70% do tráfego de veículos que diariamente passam pela rodovia MS-276. Além de que a construção de uma rodovia entre os municípios de Taquarussu e Porto São José causará a destruição de grande parte da Área de Preservação Ambiental (APA) das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, da Estação Ecológica (ESEC) Veredas de Taquarussu, criada recentemente, e do entorno do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.

Diante da polêmica, uma comitiva liderada pelo prefeito Jorge Takahashi, com representantes do Poder Legislativo, secretários municipais e membros da sociedade civil organizada, reuniu-se nesta terça-feira (18) com lideranças da Sociedade Civil de Paranavaí e Região Noroeste do Paraná e apresentou a inviabilidade do traçado, uma vez que já existe uma rodovia que interliga ambos os estados pelo Porto São José, a MS-134.

A preocupação dos batayporaenses se dá pelo fato de o projeto estar sendo debatido há anos sem diálogo e sem construção com a sociedade sul-mato-grossense, uma vez que a obra iniciaria em terras pertencentes a Batayporã, e articuladores do traçado preferiram buscar apoio político através de outros municípios.

Ausência de estudos – Para os participantes da reunião a proposta apresentada em favor do traçado no sentido Taquarussu, foi construída sem critérios. Em uma análise inicial o melhor trajeto seria pela MS-134, rodovia construída há mais de 50 anos, por razões econômicas, ambientais e sociais.

Segundo o professor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Onivaldo Izidoro Pereira, não foram realizados estudos que indiquem qual o melhor traçado da rodovia no MS.

Demerval Silvestre, coordenador da Sociedade Civil de Paranavaí e Região Noroeste do Paraná, complementou que “para nós do Paraná é indiferente por qual localidade a rodovia venha a passar no estado do Mato Grosso do Sul, se por Taquarussu ou por Batayporã. A proposta de traçado que temos divulgado é somente a mais curta”.

Os vereadores de Batayporã, presentes na reunião, propuseram que as discussões envolvendo o estado do Mato Grosso do Sul fossem discutidas no Estado e pelos seus cidadãos, especialmente com o envolvimento dos municípios afetados. “Coloquem a proposta de vocês até o Rio Paraná, que do nosso lado, nós iremos discutir o que é melhor para o nosso Estado e para os nossos municípios para o bem de todos e do país”, enfatizaram.

“Nós queremos ser ouvidos tanto pelo Governo do Estado quanto pelo Governo Federal para que tenhamos oportunidade de apresentar nossos argumentos, baseados em estudos ambientais e econômicos, porque entendemos que é inadmissível o Estado do Paraná dizer o que tem que ser feito em Mato Grosso do Sul, principalmente por afetar diretamente Batayporã e outras cidades da região”, afirmou o prefeito Jorge Takahashi.

O encontro também contou com a presença do Chefe da APA Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, Erick Caldas Xavier, e dos secretários de Turismo e Meio Ambiente dos municípios de Porto Rico (PR) e São Pedro do Paraná (PR), José Angelo dos Santos e Fábio Junior Vieira, respectivamente.

Assessoria de Comunicação da PMB

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